Leitor fala sobre a conivência dos vereadores de Campo Alegre de Lourdes

CAPA - CAMARA

A INÉRCIA E CONIVÊNCIA DO PODER LEGISLATIVO CAMPOALEGRENSE

 

A Constituição Federal de 1988 em seu artigo 31 assegura que “A fiscalização do município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.”

Assim, temos no Brasil a existência de três poderes atuando de forma independente e autônoma na administração pública: o Poder Legislativo que aprova os programas de governo e fiscaliza sua execução, o Poder Executivo que operacionaliza os programas de governos eleitos pela sociedade, e o Poder Judiciário que julga os programas de governo aprovados e executados.

Portanto, o Poder Legislativo possui então duas funções típicas: a função legislativa e a função fiscalizadora. A primeira consiste em elaborar, apreciar, alterar ou revogar as leis de interesse do município. A segunda função consiste na atividade que o Legislativo exerce para fiscalizar o Executivo, ou seja, é o acompanhamento da implementação das decisões tomadas no âmbito do governo e da administração.

Em Campo Alegre de Lourdes e em 99% das cidades interioranas, vemos uma atipicidade nefasta, o Poder Legislativo vai sempre à contra mão dos seus deveres. A maioria dos membros que compõe a casa legislativa, raramente se comprometem em realizar todos os seus deveres expressos em nossa “Carta Magna”, possibilitando um verdadeiro prejuízo para toda a população que espera dos “seus representantes” uma atuação intransigente durante o exercício do seu mandato.

Infelizmente, em nossa querida Campo Alegre de Lourdes, os vereadores e postulantes ao cargo, visam apenas os seus próprios interesses, veem um cargo no legislativo como uma forma de ascensão financeira e pessoal. Para que isso ocorra, muitos gastam cifras que chegam a ultrapassar a casa dos três dígitos, algo que até então deixa qualquer um de queixo caído. Tendo sucesso nessa corrida inescrupulosa, os membros partem para a restituição dos valores gastos na campanha eleitoral, fazendo a todo o momento acordos e mais acordos com o Executivo, a fim de pagar as despesas de campanha e conseguir sua almejada ascensão financeira. Enquanto isso, o povo fica a ver navios, sendo representado por membros que em sua maioria não tem capacidade para estar lá.

Estamos em ano eleitoral e precisamos rever nossos conceitos e pensamentos quanto ao futuro da nossa cidade. Além de escolhermos um membro do executivo capacitado, correto e que pense no bem comum da população, devemos pensar na composição do Poder Legislativo, pois ele é o responsável direto pelas melhorias da nossa cidade (vide atribuições acima). O voto por amizade, um milheiro de telhas, blocos e um pacote de cimento, deve ser extinto, pois se lembre, assim que o candidato compra seu voto, ele já cumpriu toda a sua atribuição quanto ao eleitor.

José Henrique Ribeiro do Nascimento



Jornalista - MTB 10997-DF/ Radialista - DRT-DF 6416 Poeta, escritor, autor do livro de poesias "Explicação Universal" lançado pela editora Scortecci.


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